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Saiba mais sobre a hanseníase : campanha continua ao longo do ano

hanseníase tem cura. Condições precárias de vida (pobreza, desnutrição, ambientes com pouca ventilação e muitas pessoas) estão entre as causas de transmissão. Na última semana de janeiro, a cidade de São Paulo se mobilizou para o enfrentamento dessa doença crônica, transmissível, de notificação compulsória e investigação obrigatória em todo território nacional.

A campanha nacional do Ministério da Saúde, que oficializou o mês de janeiro e a cor roxa para disseminar informações sobre a doença, prevê atividades educativas em todo o Brasil. A capital paulista contou com ações em todas as regiões, por meio das Coordenadorias Regionais da Secretaria Municipal da Saúde (SMS).

Tratamento

No município de São Paulo, todas as UBS avaliam e, na suspeição da hanseníase, o paciente é encaminhado para uma das 28 unidades de referência. Feito o diagnóstico, se o paciente apresentar as formas indeterminada ou tuberculóide, paucibacilares (com poucos bacilos), ele vai à unidade, toma um medicamento (dose supervisionada) e leva uma cartela com 28 comprimidos, que ele toma um por dia. Esse tratamento dura seis meses, segundo a médica.

Transmissão

A transmissão da hanseníase é pelas vias aéreas. A médica, porém, explicou que não é em um contato eventual (um abraço, um aperto de mão, compartilhamento de copos ou talheres) que se pega a doença.

Vacinação

Não existe vacina contra a hanseníase. A partir do diagnóstico do paciente com a doença, faz-se o exame dos principais contatos e, se não tiverem nenhum sintoma, eles serão encaminhados para tomarem a vacina BCG, que não é específica, mas tem certa proteção contra a patologia.

O diagnóstico da hanseníase, contudo, não é tão fácil. O importante é que a pessoa procure uma UBS para ser avaliada e encaminhada para uma unidade de referência, onde será confirmado e iniciado o tratamento, o mais rápido possível, a fim de evitar as sequelas.

Janeiro Roxo – Semana H

Para finalizar a campanha Janeiro Roxo, de prevenção, conscientização e combate à hanseníase, a semana de 27 a 31 de janeiro foi escolhida como Semana H, na cidade de São Paulo. A ideia é incentivar o diagnóstico por meio da informação sobre os sintomas visíveis, para que se procure a unidade de saúde mais próxima.

A hanseníase coloca o Brasil, com 26.875 casos notificados em 2017, em segundo lugar na classificação mundial de incidência, perdendo apenas para a Índia, com 126.164 casos notificados no mesmo ano.

Informando a população na capital paulista, a Secretaria Municipal da Saúde pretende avançar na intensificação de busca ativa de doentes, com o tratamento oportuno e interrupção da cadeia de transmissão da hanseníase.

Fonte: Prefeitura de São Paulo.

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