SESSÃO SOLENE: VILA DAS PALMEIRAS

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SESSÃO SOLENE: VILA DAS PALMEIRAS

Na noite de sexta-feira (13) aconteceu a Sessão Solene em comemoração aos 129 anos do bairro Vila das Palmeiras na Paróquia São José de Vila das Palmeiras, promovida pela Câmara Municipal de São Paulo, por iniciativa do vereador Claudinho de Souza. Foi uma noite repleta de momentos especiais, principalmente por prestigiar junto dos homenageados, autoridades e demais convidados, as diversas histórias que este bairro tem a nos presentear.

Os homenageados

Niube Guedes de Souza Carbone

Niube Guedes casou-se com o ex-vereador, subdelegado e diretor de colégio, senhor Enrico Mario Giuseppe Carbone e mãe de 4 filhos, Francisco Ângelo Carbone, Pedro Paulo Carbone, Henrique Mario José Carbone e Heloisa Rosaria Carrijo Carbone. Formou-se Doutora em Contabilidade pela Alvares Penteado e por muitos anos foi perita judicial da 11ª Vara Trabalhista na época do Juiz Sergio Vinik. Filha de Escolástica Guedes De Souza e neta de Benedito Guedes de Oliveira, tem 92 anos e viu o bairro se desenvolver ao longo dos anos.

Domenico Saladino – em memória

Domenico Saladino nasceu na Comunidade de Rosarno, Itália. Chegou ao Brasil e instalou-se na Vila Palmeiras, onde investiu capital, força de trabalho e sua vida. Foi pioneiro no ramo de fabricação de pães e derivados. Na década de 30 suas atividades profissionais proporcionaram adquirir diversos imóveis e manteve durante todo esse tempo sua padaria na esquina das ruas Santa Auta e Santa Ângela. Casado com Ana Belmonte Saladino, tiveram quatro filhos: Rosa, Renato, Ruy e Ruth. Infelizmente, Domenico Saladino faleceu em 1944, mas deixou seu legado na Vila Palmeiras.

Nestor Peters Gomes

Natural de Belém do Pará, filho de pai inglês e mãe peruana. É o irmão caçula de três irmãos. Casou-se com Maria Peters Gomes, conhecida pelos moradores de Vila Palmeiras como Dona Zinha. Após sua volta do Rio de Janeiro, fixou-se no bairro, onde inaugurou a primeira farmácia da Vila. Em 1950, nasce sua única filha, Maria Inês Gomes Macedo. Como farmacêutico sempre se mostrou um grande amigo e parceiro, sem distinções quanto às pessoas. Também era considero o médico da comunidade e atendia a domicílio, em qualquer momento do dia. Para ele, salvar vidas era o que valia. Seu falecimento ocorreu em 27 de dezembro de 1995. Maria Inês, que hoje receberá a homenagem pelo pai, vivenciou uma emocionante história: durante o descerramento de uma placa em homenagem ao pai, ao fazer uma oração para que lhe fosse dado um sinal de que seus pais se fizessem presente, foi surpreendida por uma revoada de beija-flores. Um momento emocionante e inesquecível.

Grupo Escolar Regente Feijó

A Escola Estadual Regente Feijó foi fundada em 1953, porém, o primeiro nome foi Ginásio Estadual Vila Palmeiras, que na época oferecia o antigo Primário, Ginasial e o curso Normal. Posteriormente, tornou-se Ginásio Estadual Tarcísio Álvares Lobo oferecendo apenas o curso Ginasial. Na sequência mudou para Colégio Estadual Tarcísio Álvares Lobo e também Escola Estadual Tarcísio Álvares Lobo. Finalmente, após a transferência do EETAL, passou a chamar Escola Estadual Regente Feijó e a receber somente alunos de 1º ao 5º ano. Atualmente, os alunos são filhos ou netos de ex-alunos, que fazem questão de procurar a escola devido às boas lembranças e referência.

Arlindo Luis Canto – em memória

Filho de fazendeiros, juntamente com seus irmãos, trabalhou muito para ajudar o pai nas atividades rurais. Já casado, em 1956, veio para a Capital, indicado para trabalhar em uma nova escola construída na Vila das Palmeiras: Grupo Escolar Regente Feijó. Mudou-se, então, para a nova casa da zeladoria, juntamente com sua esposa Paulina e seus cinco filhos. Devido a sua bondade e simpatia, era muito querido pela diretoria, professores, alunos e colegas. Durante quase 20 anos, dedicou-se a cuidar dessa escola com muita responsabilidade e satisfação. Só deixou de fazê-lo em 1974, quando adoeceu e precisou entregar o cargo. Faleceu no dia 24 de março de 1983.

Vera Lúcia Pradella

Formada em Técnico de Administração e Direito. Trabalhou como Secretária Executiva em empresa multinacional ligada à Petrobrás, é empresária no ramo de embalagens plásticas e tem grande paixão pela gastronomia. Nasceu e cresceu na Vila Palmeiras, local que cultiva grande amor e bairro que a incentivou em pesquisar a origem; trabalho que levou sete anos. A homenageada é grata por todo o suporte que lhe foi confiado, em especial a Ana Maria Guedes de Siqueira, neta do fundador do bairro, Benedito Guedes de Oliveira e ao Padre Márcio. Neste período em que buscava informações, trabalhou arduamente, foram várias anotações, entrevistas, busca por informações históricas verídicas. Hoje, Vera tem a sensação de dever cumprido ao transcrever a história da Vila das Palmeiras.

Haroldo Cristófani

O ex-ponta-direita Haroldo nasceu em São Paulo em 07 de setembro de 1933, fez parte dos primeiros 20 anos de história do São Paulo Futebol Clube. Começou a jogar no time Santa Marina, empresa da área de vidros de São Paulo, e chegou ao Tricolor em 1953. Passou pelo aspirante e subiu rapidamente para o profissional. Segundo o Almanaque do São Paulo, Haroldo fez 44 jogos no clube com 25 vitórias, nove empates, 10 derrotas e 12 gols marcados. Ao deixar o São Paulo, defendeu Juventus, Nacional de São Paulo e Esportiva de Guaratinguetá. Atualmente está aposentado e reside na Vila Palmeiras há 47 anos. Tem duas filhas e dois netos.

Claudette Pinheiro Francisco

Claudette Pinheiro nasceu em 18/04/1937. Filha do serralheiro Raphael Pinheiro e da cozinheira e Mãe de Leite, Benedita Carvalho Pinheiro. Tem 4 filhos e 7 netos. Trabalhou durante 24 anos na Editora Abril na qual desenvolveu diversas amizades e vivenciou anos de muitas alegrias e vivências. Estabeleceu-se em Vila Palmeira, no ano de 1935. Neste período, cultivou muitos amigos, e adorava ajudar e participar dos festejos da Paroquia São José.

Bloco Carnavalesco Água Ardente

Entidade cultural e recreativa criada e fundada pelos amigos Pedro Porcino e Romildo Lacerda e Moizés Pires para ser o elo de interação entre os moradores da Vila e região e que se propõe há todos os anos no carnaval de bairros da Prefeitura Municipal de São Paulo, trazer um enredo que conte um pouquinho da história da Vila Palmeiras e de seus ilustres moradores. O nome do Bloco é em homenagem ao Rio Cabuçu, que corre entre os bairros de Vila das Palmeiras e Vila Carolina.

José de Freitas (in memoriam)

José de Freitas nasceu em Portugal em 1919. Chegou ao Brasil aos 31 anos em 1950 com sua esposa Aurora e suas duas filhas, Maria Aurora e Conceição Freitas. José vendeu suas terras em Portugal e se estabeleceu na Rua Manuel Justiniano Quintão Nº 520, onde abriu um bar e mercearia, ficando conhecido na região como seu José da Venda. No Brasil nasceram mais dois filhos, Sueli de Freitas e José Luiz de Freitas. Desde o início mostrou seu espírito empreendedor, em que seus clientes faziam suas compras mensais através de cadernetas. No seu comércio conquistou muitas amizades, tendo como marca a honestidade, solidariedade e a justiça. Depois de muitos anos, expandiu seu comércio pela redondeza, com duas padarias, trabalhando junto com os filhos e genros. Sempre participou ativamente da comunidade e da Paróquia São José de Vila Palmeiras juntamente com sua amada esposa. Desde sua chegada até o seu falecimento em 1990, residiu na Vila das Palmeiras, e esse imenso amor foi transformado em raízes, que duram até hoje, com seus familiares morando no mesmo bairro em que ele viveu.

Márcia Rodrigues Janota

Marica Rodrigues Janota, ou somente Dra. Márcia, como é mais conhecida, é cirurgiã-dentista, concursada pelo Estado. Foi a primeira dentista a trabalhar na UBS Palmeiras e atender a população. Ficou de 1989 até 2006. Tem muito carinho pela região. Escolheu trabalhar na UBS e iniciou o atendimento odontológico na região, principalmente na parte de odontopediatria. É grata por todo o trabalho que a região pode lhe oferecer.

Ademilson Ribeiro Santos

Casado com a Pastora Amanda de Azevedo Muniz Ribeiro e pai de 4 filhos: Gabriel, Ryan, Heloisa e Lorena. O Pastor Ademilson Ribeiro exerce o Ministério Pastoral a quase 30 anos, dos quais, mais de 20 na região de Vila Palmeiras, sendo o presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus Graça Plena, situada na Rua Hanna Abduch 372 desde 2004. Ademilson é bacharel em teologia, licenciado, bacharelado e graduado em psicologia e dedica sua vida em favor dos menos favorecidos.

João da Cruz – em memória

Foi casado com Maria Rita, pai de 14 filhos, trabalhou durante 30 anos como pedreiro na Vila das Palmeiras e trabalhou na construção da Paróquia São José de Vila Palmeiras quando o Padre Antônio era o pároco. Também participava ativamente da Pastoral da Irmandade do Santíssimo Sacramento. Teve muitos amigos no bairro e era muito querido pelo trabalho que realizou na Paróquia e pelo bairro. Receba a homenagem em memória de João da Cruz, Odete Cruz.

Alzira Suquetti Dias e Darci Gonçalves Dias

Estão casados a 50 anos. São pais de Douglas, Cristiane, João Paulo e Alex. Moradores antigos, participaram de muitas atividades, festejos e acompanharam o crescimento do bairro Vila das Palmeiras. Possuem um estabelecimento conhecido e bem popular, chamado Darci Bar.

Sobre o bairro

A história do bairro tem início em 1890 quando Benedito Guedes de Oliveira recebeu de sua mãe uma área de mata virgem ladeada do córrego “Cabuçú” e da antiga estrada da Freguesia do Ó, de aproximadamente 270.000 a 290.000 metros quadrados, onde construiu um rancho e abriram picadas e trilhas dando início ao sítio.

Em 1909, Benedito tinha 38 anos, pai de oito filhos, viúvo, trabalhava com a família na lavoura, olaria e no alambique produzindo a famosa “Caninha do Ó”. Neste período, precisou dar nome e endereço ao local da fabricação da pinga. Sua filha sugeriu o nome de Sítio das Palmeiras, já que havia plantas desta espécie na entrada da residência.
Em agosto de 1928 o Sítio das Palmeiras foi vendido ao Sr. Antônio de Morais Pinto que loteou a área para imigrantes húngaros, portugueses, italianos, entre outros, que transformaram a paisagem e introduziram suas culturas no local.

O bairro tomou forma com a abertura de ruas, a chegada de luz, água, esgoto, comerciantes, transportes, asfalto. Na década de 30, Ricardo Samça foi um dos primeiros comerciantes no local que hoje é conhecido como Largo do Jacó. Caetano Pradella foi um dos benfeitores da Vila e responsável pela construção do Cine Palmeiras em 1954.

Lei 17.078

Instituiu no calendário oficial de eventos da Cidade de São Paulo o dia 13 de setembro como o aniversário do Bairro de Vila das Palmeiras.

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