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JUNHO LILÁS: Teste do pezinho

Um balanço do Ministério da Saúde mostra que aproximadamente 80% das crianças nascidas no Brasil realizam o teste do pezinho no SUS (Sistema Único de Saúde). Isso significa que, em torno de 2,4 milhões de crianças passam por uma triagem que detecta seis doenças genéticas ou congênitas. Quando essas alterações são identificadas precocemente, as crianças poderão ser tratadas e acompanhadas pelos serviços de referência, garantindo assim que elas se desenvolvam bem e tenham qualidade de vida.

Para chamar a atenção dos pais , responsáveis e profissionais de saúde sobre a importância do exame, o Ministério da Saúde instituiu 6 de junho como o Dia Nacional do Teste do Pezinho. O exame é simples. Entre o terceiro e o quinto dia de vida do bebê, é coletado o sangue do pé da criança, por isso o nome do exame. O teste consegue identificar seis doenças: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme, fibrose cística, deficiência de biotinidase e hiperplasia adrenal congênita.

O ideal é que o teste do pezinho seja realizado entre o 3º e o 5º dia de vida. No SUS, 45,5% das crianças realizaram o teste nesta faixa-etária; seguido por 18% entre 6º e o 8º dia; e 11,8% entre 9º e o 15º dia. Outras 8,1% realizaram entre o 15º e o 30º dia de vida; 9,6% até o segundo dia de vida; e apenas 1,63% realizaram após 30 dias de vida.

Com a reformulação do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), iniciada em 2012, o SUS passou a testar 6 doenças com o exame do pezinho (deficiência de biotinidase e hiperplasia adrenal congênita) e universalizou a triagem neonatal a todo o território brasileiro. Além disso, criou programa de capacitação técnica e gerencial para médicos, técnicos de laboratórios e coordenadores de triagem neonatal de todos estados.

Outros testes em recém-nascidos realizados no SUS

Teste da Orelhinha: realizado por meio de exames fisiológicos e eletrofisiológicos da audição, para identificar o mais precocemente possível as deficiências auditivas em recém-nascidos e lactentes e encaminhar para intervenções adequadas à criança e sua família. Realizado, preferencialmente, nos primeiros dias de vida (24h a 48h) na maternidade, e no máximo, durante o primeiro mês de vida, a não ser em casos quando a saúda da criança não permita a realização dos exames.

Teste do Olhinho: com oftalmoscópio ou qualquer instrumento com fecho de luz, como caneta de luz, o exame busca identificar agravos que levam a opacificação do cristalino, com diagnóstico presuntivos de retinoblastoma, catarata congênita e outros transtornos oculares congênitos e hereditários.

Teste da Linguinha: é realizado durante o exame físico de rotina do recém-nascido, para identificar a presença de anquiloglossia, popularmente conhecida como língua-presa

Teste do Coraçãozinho: Este teste consiste na aferição da oximetria de pulso (quanto oxigênio o sangue está transportando) de forma rotineira em recém-nascidos, entre 24 e 48 horas de vida, antes da alta hospitalar. O objetivo é a detecção precoce das cardiopatias congênitas.

Fonte: Blog da Saúde – Ministério da Saúde.

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