Alerta para riscos à saúde decorrentes de enchentes

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dezembro 20, 2018
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dezembro 20, 2018

Alerta para riscos à saúde decorrentes de enchentes

Imagem: Newton Menezes / Futura Press / Folhapress.

Nesta época do ano, começamos a lidar com um grande acréscimo de chuvas, e consequentemente aumenta o risco de transmissão de doenças infecto-contagiosas. Por isso, segue uma lista realizada pela Prefeitura do Município de São Paulo em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde e  Coordenação de Vigilância em Saúde – COVISA:

Orientação a todos

O contato com a água de enchentes pode causar diversas doenças, como leptospirose e as transmitidas por alimentos e água contaminadas. As águas acumuladas se tornam locais para proliferação de insetos, entre eles, o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue. O acúmulo de lixo também propicia a proliferação de animais que transmitem doenças.

Deve-se evitar que crianças nadem ou brinquem em ambientes supostamente contaminados. Se o contato com a água de enchente for inevitável, pode se reduzir o risco de contaminação permanecendo o menor tempo possível na água ou lama. Não se deve tentar salvar os pertences, pois quanto maior o tempo de contato com a água de enchente mais bactérias podem entrar no corpo, aumentando o risco de contrair doenças e desenvolver formas mais graves. Para a prevenção de doenças relacionadas à ocorrência de enchentes, solicitamos a atenção de toda população para a adoção
de cuidados e medidas de higiene.

Cuidados gerais

  • Jogar fora medicamentos e alimentos que entraram em contato com lama ou água da enxurrada. Mesmo os alimentos embalados com plástico e que não foram abertos (garrafas pet, leite, grãos ensacados), mas que tiveram contato com água da enchente, deverão ser descartados;
  • Jogar fora tábuas de madeira, chupetas e mamadeiras de crianças que entraram em contato com água da enchente;
  • Jogar fora os alimentos (rações) dos animais domésticos que tiveram contato com a água da enchente;
  • Retirar, acondicionar e descartar o lixo adequadamente;
  • Alojar os animais domésticos em local seguro e evitar que entrem em contato com a água da enchente e lama;
  • Procurar atendimento veterinário se o animal apresentar sinais e sintomas de doenças;
  • Em casos de hortas que sofreram inundação, não utilizar esses produtos para consumo;
  • Lavar bem as mãos antes de preparar alimentos;
  • Não utilizar água de poço;
  • Beber sempre água potável e utilizá-la no preparo de alimentos, especialmente dos lactentes (menores de um ano);
  • Guardar os alimentos em recipientes bem fechados, para protegê-los;
  • Só podem ser aproveitados produtos enlatados, cujas embalagens não apresentem amassamentos, pontos de ferrugem ou quaisquer outros sinais de danos.

Desinfecção do domicílio 

É preciso realizar a limpeza das áreas e materiais que entraram em contato com as águas da enchente. Lave com água e sabão e a seguir desinfecte com água sanitária, sempre se protegendo com luvas, botas de borracha ou sacos plásticos duplos nos braços e pernas.

Alimentos enlatados cujas embalagens não apresentem amassamentos, pontos de ferrugem ou quaisquer outros sinais de danos.

Prepare solução clorada: em um recipiente plástico ou de vidro adicione 200 ml de água sanitária (1 copo) em 800 ml de água limpa ( 4 copos). Deixe de molho por 1 hora e lave com água e sabão.

Utensílios domésticos (panelas, copos, pratos e objetos lisos e laváveis).

Prepare solução clorada: em um recipiente plástico ou de vidro adicione 200 ml de água sanitária (1 copo) em 800 ml de água limpa ( 4 copos). Deixe de molho por 1 hora e lave com água e sabão.

Caixa d’água

Esvazie a caixa-d’água, se ela foi invadida por água da enchente. Esfregue as paredes da caixa-d’água com escova e pano limpo. Coloque 1 litro de água sanitária (hipoclorito de sódio 2,5%) para cada 1.000 litros de água, deixe por período de duas horas e esvazie.

Pisos, paredes e quintas

Lave pisos, paredes e bancadas com água e sabão, desinfetando em seguida com água sanitária (hipoclorito de sódio a 2,5%), na proporção de 400 ml desse produto para um balde com 20 litros de água limpa, deixando agir por 30 minutos.

Sintomas pós-enchente

Em caso de sentir os sintomas abaixo, procure um serviço de saúde:

  • Febre, calafrios;
  • Sintomas gastrointestinais: diarreia, náuseas, vômitos;
  • Mialgia (dor nos músculos ou dor no corpo), dor de cabeça;
  • Icterícia (olhos e pele amarelos), fezes claras, urina escura;
  • Ferimentos;
  • Cansaço, fraqueza, falta de apetite;
  • Sangramentos.

ATENTE-SE: Leptospirose 

A leptospirose é uma doença infecciosa transmitida ao homem pela urina de roedores, principalmente por ocasião das enchentes. A doença é causada por uma bactéria chamada Leptospira, presente na urina de ratos e outros animais (bois, porcos, cavalos, cabras, ovelhas e cães também podem adoecer e, eventualmente, transmitir a leptospirose ao homem).

A doença apresenta elevada incidência em determinadas áreas, alto custo hospitalar e perdas de dias de trabalho, além do risco de letalidade, que pode chegar a 40% nos casos mais graves. Sua ocorrência está relacionada às precárias condições de infraestrutura sanitária e alta infestação de roedores infectados. As inundações propiciam a disseminação e a persistência do agente causal no ambiente, facilitando a ocorrência de surtos.

Sintomas

Os principais da leptospirose são: febre, dor de cabeça e dores pelo corpo, principalmente nas panturrilhas. Podem também ocorrer vômitos, diarreia e tosse. Nas formas graves, geralmente aparece icterícia (pele e olhos amarelados), sangramento e alterações urinárias. Pode haver necessidade de internação hospitalar. O período de incubação da doença pode variar de 1 a 30 dias, e normalmente ocorre entre 7 a 14 dias após a exposição a situações de risco.

Transmissão

Durante as enchentes, a urina dos ratos, presente nos esgotos e bueiros, mistura-se à enxurrada e à lama. Qualquer pessoa que tiver contato com a água ou lama pode infectar-se. As leptospiras penetram no corpo pela pele, principalmente por arranhões ou ferimentos, e também pela pele íntegra, imersa por longos períodos na água ou lama contaminada. O contato com esgotos, lagoas, rios e terrenos baldios também pode propiciar a infecção. Veterinários e tratadores de animais podem adquirir a doença pelo contato com a urina, sangue, tecidos e órgãos de animais infectados.

Tratamento

Os casos leves são tratados em ambulatório, mas os casos graves precisam ser internados. A automedicação não é indicada, pois pode agravar a doença. Ao suspeitar da doença, a recomendação é procurar um médico e relatar o contato com exposição de risco.

Para saber mais informações, clique aqui.

ADENDO: Telefones úteis de emergência

Corpo de Bombeiros – 193

Policia Militar – 190

Polícia Rodoviária Federal – 191

Polícia Rodoviária Estadual – 198

Defesa Civil – 199

Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) – 192

Central de Atendimento à Mulher no Brasil – 180

Correios – Nacional – 0800-725-7282

Direitos Humanos – 100

Defensorias Públicas – 129

Procon- 151

Receita Federal  – 146

Ouvidoria do Ministério Público – 127

Fonte: Prefeitura de São Paulo e Ministério da Saúde.

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